[POSTADO ORIGINALMENTE EM 02/07/2008]
Quando falamos em propaganda, logo pensamos em
comerciais de tevê, o carro chefe da publicidade. Sem dúvidas o mais abrangente e rápido meio de atingir o target1. Porém, nos esquecemos comumente da mais antiga forma de divulgar ideologias2 ou produtos: a mídia impressa.
A mídia impressa (os meios de comunicação impressos, especialmente a revista e o jornal, incluindo também o outdoor), descendente dos antigos manuscritos, está sempre presente em nosso cotidiano. Apesar de banalizando, bastante diversificado.
Uma falha que observo é o esquecimento do livro como fonte de publicidade na nossa época.
Esse conjunto de folhas impressas presas por um lado e
enfeixadas ou montadas em capa não pode ser deixado de lado ao tentarmos inovar, acrescentar uma função social ao, como diz Toscani3cadáver defumado da publicidade.
Como Olivieiro Toscani, acredito que devemos inovar, afinal, ser criativo não é sair da mesmice, do usual, e descobrir o incomum?
Enfim, o livro é fonte de prazer para alguns e conhecimento sólido para todos. Por que não, também, utilizá-los?
Um livro, quando bem escrito e, principalmente, bem
divulgado, causa reações inimagináveis. Dois exemplos:
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“A Bíblia é a fonte inesgotável, e sem fim. Também nossa sede.”
(Bíblia Sagrada – Edição Pastoral. Ed. Paulus – 1990, Pág. de Apresentação)
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“Todas as descrições de obras de arte, (…), documentos e rituais secretos neste romance correspondem rigorosamente à realidade.”
(BROWN, Dan. O Código Da Vinci – Edição Especial Ilustrada. Rio de Janeiro: Sextante – 2005, Pág. 9)
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Quem nunca ouviu falar de “O Código Da Vinci” que vá para a cova! Sim, pois você está morto e ainda não sabe. O best-saller4, sem dúvida é uma propaganda em forma de livro. Como sugere Darrell Bock, em Quebrando o Código Da Vinci5: “No especial exibido pela ABC News (…) o autor do livro, Dan Brown, afirmou acreditar nessas coisas”. Ou seja, segundo Bock, Brown fez propaganda de sua ideologia. O mesmo ocorre com a Bíblia, que divulgou e propagou a ideologia de um grupo sobre religião.
Um outro exemplo claro que posso usar: lemos um livro, onde descreve a linda paisagem vista do alto da Torre Eifel e o charme das ruas de
Paris. Dependendo da forma com que tal descrição é feita, sentimo-nos instigados a conhecer Paris e gozar da tais sensações descritas no livro . Uma publicidade para o departamento de turismo de Paris?
Por fim, creio que possamos usar a literatura (patrocinando-a) como meio de publicidade, ou seja, visando lucro/aceitação de uma marcar/produto, mas não deixando de lado a responsabilidade social e o comprometimento com a criatividade: inovar.
1- Alvo, em inglês. Expressão utilizada para definir o público-alvo de um plano de marketing, campanha ou peça de comunicação. Grupo (segmento) de consumidores ou prospects aos quais é dirigida, prioritariamente, uma peça ou campanha de propaganda, bem como qualquer outras ações de comunicação ou marketing.
2- Conjuntos de idéias; modo de viver, próprio de um individuo ou classe social.
3- TOSCANI, Olivieiro. A publicidade é um cadáver que nos sorri. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
4- Livro que é um sucesso de livraria, que vende muito.
5- BOCK, Darell L. Quebrando o Código Da Vinci: respostas as perguntas que todos estão fazendo. Osasco: Novo Século Editora – 2004