Posts com a Tag ‘marketing’

Redes Sociais = (Boa ideia ≠ Boa execução)²

domingo, 30 de maio de 2010

Tem Twitter? Pesquisa lá então #chuvadetwix !

Pois é… a ação provavelmente não trará um bom retorno para a Twix, pelo menos não na Internet. Afinal, se no mundo físico, o retorno de uma ação mal executada é grande, imaginem nas mídias sociais, em que a abrangência é maior, o alcance é inimaginável e o retorno, incalcaulável?!
Foi programado, para hoje, uma chuva de Twix em plena avenida Paulista, em SP. Contudo, todavida, porém, entretanto… o que os presentes relataram foi uma chuva… [PASMEM] de papel.

Ai penso: como os caras aprovam uma ideia desta? Aliás, a ideia é ótima, mas a execução foi péssima. O pior é que o maior público do Twix (jovens de classes A, B e C) está na Internet e muito provavelmente no Twitter. E agora? que fazer? Nova chuva com mais Twix e menos papel? Ou apenas ignorar como o Twitter do Twix tem feito?

twixbr

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O mercado é selvagem?

domingo, 14 de março de 2010

Acabo de ver um espetáculo da Natureza, na janela do meu apartamento: um aranha, daquelas minúsculas, tentando dominar uma abelha que ficou presa em sua teia. Simplesmente perfeita a cena.

Ai me pergunto: o mercado é diferente do mundo selvagem?

Por que pergunto isso? Ora, uma minúscula aranha com sua rede (teia) bem estruturada trás muito incomodo para uma “gigante” abelha, obrigando-a a lutar por sua existência. Ela escapa, afinal, sua força é maior, porém teimar em errar e encaminha-se rumo a teia da aranha.

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Band-aid para PC?

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Hoje fui surpreendido por um tweet da @raquelcamargo, no Twitter, falando sobre um band-aid para computador que enviaram pelo correio… Acessei o tal site, devido a tamanha curiosidade que me corroeu e a pitada de inveja, afinal, se alguém tem eu também quero… E ráh! Engana-me que eu gosto…

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É preciso cacife para fazer caridade…

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Para trabalhar gratuitamente é preciso ter como se prover. Ai está o ponto primeiro da questão, afinal, como poderei ajudar os outros se ainda não tenho condições de me ajudar?

Solução: buscar ajuda para ajudar… Fácil? Nem um pouco.

Talvez porque falta filantropia a Instituição filantrópica, ou por falta de Marketing, Planejamento estratégico, etc. O fato é que bolei um projeto, mas, como diz o ditado popular, “uma andorinha só não faz verão”…

[Caso queira saber mais sobre o projeto, segue o PDF]

Em suma, trata de um ONG publicitária. Isso mesmo, uma ONG que fornece serviços de Comunicação, Publicidade e Marketing para outras ONGs no intuíto de estimular doações para elas. a pONG (ONG publicitária) seria mantida por patrocínio do setor privado em troca de publicidade “gratuíta” em todos os materiais produzidos por ela.

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Planejamento de Marketing: o vilão dos microempresários

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

[POSTADO ORIGINALMENTE EM 18/10/2008]

“De acordo com pesquisas realizadas pelo Sebrae (jan/04), 470.000 micro e pequenas empresas são criadas a cada ano, sendo que 49,4% delas fecham as portas antes de completar dois anos. Entre os principais motivos dessa alta mortalidade estão a falta de capital de giro, endividamento, despreparo na gestão do negócio e desconhecimento do mercado.”

(Canal Executivo – www.uol.com.br/canalexecutivo)

Segundo Kotler, “marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros”. Acrescenta que “Administração de Marketing é o processo de planejar e executar a concepção, a determinação do preço, a promoção e a distribuição de idéias, bens e serviços para criar trocas que satisfaçam metas individuais e organizacionais”.

Percebo nas ruas que isso se fundamenta de forma tão clara e óbvia.

A última falta de aplicação de marketing, ou Administração de Marketing, que presenciei foi uma loja de artigos sexuais em um bairro da periferia de Belo Horizonte. Explico: A Sociedade Mineira ainda é tradicional e conservadora., portanto, abrir um sex shop em um bairro prioritariamente residencial é suícidio financeiro.

Exemplos se acumulam, como as lojinhas (boutiques) de roupas que insistem em competir com as grandes lojas e os pólos da moda: uma camiseta vendida no bairro é comprada no Barro Preto (pólo da moda de BH) por R$15 e revendida por R$30 ou R$40 reais. Na pior hipótese, a mesma camiseta é revendida por R$20 em um centro comercial alternativo (Barreiro/Venda Nova – que não é o centro da cidade, mas possui a maioria dos serviços que este oferece), que muitas vezes fica ao lado do bairro da lojinha.

A falta de planejamento de marketing (oferecer ao consumidor o que ele deseja/precisa) acaba sendo um vilão maior para os pequenos comerciantes que a própria falta de recursos financeiros.

Infelizmente essa alienação se enraiza lá na educação, onde as pessoas não são estimuladas a buscar o conhecimento. Assim, elas não buscam informações sobre marketing justamente e não aprendem a planejar, observar e interpretar a sociedade (coisas básicas que o marketing faz).

Em contrapartida não há interesse das empresas de marketing em investir nesses microempresários, já que estes não seriam grandes contas em um curto ou até mesmo médio espaço de tempo, não rendendo assim bons ventos para elas. Um erro absurdo, pois se estes pequeninos não são estimulados a se tornarem gigantes serão massacrados por eles, assim como os médios empresários são engolidos, e com isso a gama de clientes só vai se esvaindo, se reduzindo a meia dúzia de contas.

Pergunto: meia dúzia de contas é suficiente para sustentar centenas de marketeiros e publicitários que são “despejados” no mercado a cada semestre?

Controle de Qualidade

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

[POSTADO ORIGINALMENTE EM 21/10/2008]

“Em engenharia e fabricação, controle de qualidade e engenharia da qualidade estão envolvidos no desenvolvimento de sistemas os quais asseguram que os produtos ou serviços são projetados e produzidos para ir ao encontro ou superar as expectativas dos usuários.”

“Um sistema de Controle de Qualidade (QMS – Quality Management System) é um sistema que destaca as políticas e procedimentos necessários para a melhoria e controle das diversas ‘atividades-chave’ e processos desenvolvidos por uma organização. O controle de qualidade deve levar em consideração as expectativas e necessidades dos acionistas, funcionários, fornecedores, clientes, comunidades e sociedade em geral.”

(Fonte: Wikipédia)

Veja o vídeo!

Imagine-se numa bela manhã, você tomando seu café e procurando ler as notícias que permeiam a agenda setting do dia. E bum!

Aquele jornal que te custou algumas parcelas de dezenas de reais veio com 8 (OITOOO) páginas em branco!!!
Algo como “Faça a notícia você mesmo”??? (risos)

Será que o Controle de Qualidade do jornal é o cliente? Pois se for, precisamos apresentar Kotler e cia para eles.


Envolvimento social ou Estratégia de marketing?

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

[POSTADO ORGINALMENTE EM 02/07/2008]

Pensando sobre o que escrever, acabei relendo o último artigo e resolvi aproveitar a deixa sobre o, talvez, mais conhecido fotografo publicitário do último século – quiçá da história da publicidade impressa.

Foto: Divulgação ——————————-
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Mini-Currículo

Olivieiro Toscani nasceu em Milão, em 1942. Aos seis anos teve a revelação da sua vocação, quando o pai lhe ofereceu uma máquina fotográfica.

Publicou a primeira foto em Julho de 1957, com 14 anos de idade. O pai, repórter fotográfico em serviço para o jornal, passou-lhe para as mãos uma Leica e pediu-lhe para fotografar o que visse de interessante: fotografou o rosto, de luto, da mulher de Mussolini durante o funeral do ditador. A fotografia de Rachel Mussolini deu a volta ao mundo e Oliviero tornou-se fotógrafo.

Depois de ter estudado fotografia na Kunstgewerbe, em Zurique, começou a trabalhar para revistas de moda — Elle, Vogue for Men, Lei, Donna, GQ, Mademoiselle, Harper’s. Mas, acima de tudo, é o criador que está na origem das mais famosas campanhas da indústria de moda — Jesus Jeans, Prénatal, Valentino, Esprit e Fiorucci.

A missão de difundir e valorizar a imagem internacional da Benetton proporcionou-lhe numerosas recompensas, entre as quais o Grande Prêmio de Cartaz e o Grande Prêmio UNESCO. Em 1989 foi contemplado com o Leão de Ouro no Festival de Cannes.

Vive na Toscana com a mulher, Kirsti, e os seus três filhos. Os seus passatempos favoritos são: a cultura de vinhas e oliveiras e a criação de cavalos Appaloosa.

(Extraído do site CentroAtlantico.pt – http://www.centroatlantico.pt -
Acesso em 10 fev. 2007)

E de onde veio todo este sucesso e essa polêmica?

Um dos primeiros trabalhos de Toscani despertou a ira da Igreja Católica: na Itália, foram postos outdoors com a propaganda de uma marca de jeans, Jesus Jeans, feita for ele. O produto gráfico (ver imagem abaixo) era composto da imagem da cintura até as coxas de uma mulher, de costas, vestida de um short jeans curto com os dizeres “Chi mi ama | me segua.” (Se me ama, me siga). O texto faz uma alusão da marca com o nome do inspirador da Igreja e agravado com a imagem de uma mulher praticamente desnuda.

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Comandando o setor de publicidade da empresa de roupas BENETTON com carta branca para inovar, Toscani colocou em pratica, diga-se de passagem, de forma brilhante seu conceito de publicidade social. Para ele, não justificava grandes empresas, como a FIAT, gastar todos os anos milhões de dólares para apresentar ao público ilusões, uma publicidade pronta que não permitisse a interatividade, a interpretação do cliente.

Em seu livro, “A Publicidade É Um Cadáver Que Nos Sorri” (1996), Oliviero afirma que não fazia publicidade para vender os produtos da BENETTON, pois ele não teria a coragem de vender algo que não afirma ser bom. Enfim, Toscani queria o diferente – afinal, ser criativo não é fazer diferente? – e como conclui Maurícius Martins Farina (jornalista): quando disse que “a publicidade é um cadáver que nos sorri” e que “os publicitários a perfumam todos os dias” porque senão ela “cheira mal” (Toscani) estava propondo uma nova publicidade, sob um novo paradigma: “a realidade” ao invés da “ilusão”.

Toscani teria dito que foi a Guerra do Golfo que o levou a pensar o novo quadro em que passaria a formular a publicidade do futuro. A publicidade social e historicamente empenhada. Logo, um momento histórico único como fonte de inspiração e de responsabilidade planetária acrescida. Ele passou a querer mostrar o que une e separa as pessoas, através da exibição intensiva dos grandes cinco temas da existência: o sexo, a religião, a raça, a vida e a morte. Sem mediações. Com uma técnica intencional de brutalização da comunicação. Provocando emoções fortes sobre o cidadão consumidor da publicidade de larga escala.

João de Almeida Santos


Dentre suas campanhas para a BENETTON, as que mais se destacam são:

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Mediante a Guerra do Golfo, Toscani – como ele diz em seu livro – procurou mostrar na campanha da BENETTON o que uma guerra produz. Decidiu fotografar um cemitério, próximo a Páris, onde foram enterrados pessoas mortas na Segunda Guerra Mundial.

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Na série de campanhas contra o preconceito, Toscani foi muito criticado neste trabalho por dar a entender que a mulher negra representava uma simples ama de leite, como nos tempos da escravidão.

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Em suas fotos, Toscani brinca com os conceitos e principalmente preconceitos da sociedade: o anjo (bom) sempre loiro de olhos azuis e o demônio (mau) sempre negro.

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Nesta peça, cabe ao receptor a interpretação: sem legendas, cabe a quem observa definir qual homem seria o prisioneira. Quem você pensou primeiro?

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Uma das peças classificada como a mais agressiva foi esta imagem de um paciente em estado terminal de AIDS, agonizando, com sua familia ao redor.

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Nesta outra peça, Toscani nos permite dois conceitos: somos todos iguais, portadores ou não de AIDS; não se identifica um portador de AIDS ao olho nú.

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Toscani abordou nesta peça a discussão sobre o celibato e fez, também, uma alusão aos encontros ocultos de religiosos.

Outras campanhas de Toscani:

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Referências:
TOSCANI, Oliviero. A Publicidade é um Cadáver que nos Sorri / Tradução de Luiz Cavalcanti de M. Guerra, 5ª ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.
FARINA, Mauricius Martins. Imagem Construída. Site Studium – http://www.studium.iar.unicamp.br – Acesso em 08 Abril 2007.
SANTOS, João de Almeida. Considerações sobre um Intelectual-Publicitário. Site Leonel Moura – http://www.lxxl.pt – Acesso em 08 Abril 2007